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Moraes mantém prisão de deputado fluminense e impede análise da Alerj

3 fontes · 07 May 2026 · Compartilhar cobertura ·

Documentos públicos que os veículos não citaram:

A decisão monocrática baseia-se no argumento de que a prerrogativa, extensível automaticamente a deputados estaduais, não pode ser usada para perpetuar impunidade de organizações criminosas infiltradas no poder público [1].

No dia 6 de maio de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, manteve a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) determinando que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro não pode analisar a decisão, afastando a imunidade parlamentar prevista na Constituição estadual [1]. A prisão ocorreu na quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga fraudes na Secretaria de Educação do Rio, com base em representação da Polícia Federal e aval da Procuradoria-Geral da República .

O cerne da fundamentação de Moraes é que a imunidade parlamentar estadual vem sendo aplicada de forma automática a infrações penais sem relação com o mandato, inclusive em casos de participação em organizações criminosas, com alto índice de reversão de prisões — no Rio de Janeiro, 8 das 12 prisões de deputados estaduais foram revertidas [1]. Para o ministro, não é "razoável, proporcional e adequada" a aplicação automática da imunidade quando sua natureza é "desvirtuada para a perpetuação da impunidade de verdadeiras organizações criminosas infiltradas no seio do poder público" . Ele defendeu que a extensão automática da prerrogativa aos deputados estaduais deve ser rediscutida pelo STF, "por se tratar de estatuto excepcionalíssimo de abrandamento da aplicação da lei penal" .

A decisão foi tomada monocraticamente na Petição (PET) 15926 e será submetida a referendo da 1ª Turma do STF em sessão virtual extraordinária no dia 7 de maio de 2026 [1]. Além da manutenção da prisão, Moraes determinou o afastamento do deputado do exercício das funções públicas e a realização de audiência de custódia para ele e outros seis presos . A operação também autorizou buscas e apreensões em 21 endereços .

As fontes primárias não detalham a natureza exata das fraudes, os valores envolvidos nem se houve manifestação da Alerj antes da decisão. Ainda não se sabe o resultado do referendo pela 1ª Turma. Uma decisão anterior de Moraes, de 3 de dezembro de 2025, já havia decretado a prisão preventiva do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, por suspeita de obstrução de investigação e participação em organização criminosa [2], indicando um padrão de intervenção do STF na imunidade parlamentar fluminense.

Fontes

1. O que se sabe (2)

Thiago Rangel foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga fraudes na Secretaria de Educação do Rio

3 fontes Band Jornal GGN Revista Oeste

Moraes determinou que a Alerj não pode analisar a prisão do deputado

3 fontes Band Jornal GGN Revista Oeste
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

Rangel aumentou o patrimônio em 700% em dois anos, segundo investigações

Reportado por: Revista Oeste
Não cobriram: Band Jornal GGN

A decisão será analisada pelos pares em plenário virtual

Reportado por: Revista Oeste
Não cobriram: Band Jornal GGN
3. O que ainda não se sabe (5)
  • Qual o número exato do processo (CNJ) da PET 15926?

  • Qual foi o resultado do referendo da 1ª Turma do STF?

  • Houve manifestação da Alerj antes da decisão de Moraes?

  • Qual a natureza exata das fraudes na Secretaria de Educação do Rio? Quais os valores envolvidos?

  • Em que data a Alerj foi comunicada oficialmente da decisão?

Todas as fontes

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