← Voltar ao feed

Morre aos 92 anos Angelita Habr-Gama, pioneira da coloproctologia no Brasil

3 fontes · 01 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa

A médica e pesquisadora Angelita Habr-Gama morreu no sábado (30) aos 92 anos em São Paulo, onde estava internada desde 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Considerada referência mundial em coloproctologia — a especialidade que trata doenças do intestino grosso e ânus —, ela desenvolveu o protocolo "Watch and Wait" que revolucionou o tratamento do câncer de reto ao evitar cirurgias desnecessárias.

Citações da imprensa (1)
Jornal GGN

"Morreu neste sábado (30), em São Paulo, a médica e pesquisadora Angelita Habr-Gama, aos 92 anos. Referência mundial em coloproctologia e uma das cientistas mais premiadas do Brasil, ela estava internada desde 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz"

Filha de imigrantes libaneses nascida na Ilha de Marajó (PA), Angelita quebrou múltiplas barreiras na medicina brasileira. Foi a primeira mulher a se tornar professora titular de uma especialidade cirúrgica na Faculdade de Medicina da USP, a primeira brasileira aceita como membro honorário da centenária American Surgical Association e a primeira mulher no mundo a receber a medalha Bigelow em 2023, da Sociedade de Cirurgia de Boston.

Citações da imprensa (1)
Jornal GGN

"Foi a primeira mulher a se tornar professora titular de uma especialidade cirúrgica na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a primeira brasileira aceita como membro honorário da centenária American Surgical Association e a primeira mulher no mundo a receber a medalha Bigelow, em 2023"

Segundo publicação da revista acadêmica PMC, Angelita foi pioneira na introdução da colonoscopia no Brasil e fundou em 2004 a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (ABRAPRECI), além de coordenar o Programa Nacional de Prevenção do Câncer Colorretal. Entre suas iniciativas estava o "Giant Colon", uma exposição educativa itinerante usada globalmente para conscientização sobre o intestino grosso.

Citações da imprensa (1)
Pmc

"Angelita made substantial contributions to the field of colorectal cancer and was among the pioneers in introducing colonoscopy in Brazil. She often recalled the excitement of removing her first polyp via colonoscopy, personally interrupting the adenoma–adenocarcinoma sequence. In 2004, she founded the Brazilian Association for the Prevention of Bowel Cancer (ABRAPRECI) and coordinated the national Colorectal Cancer Prevention Program. Among her notable initiatives was the "Giant Colon," a traveling educational exhibit used globally to promote public awareness about the large intestine."

Seu protocolo "Watch and Wait", criado na década de 1990, propõe usar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia em pacientes com câncer de reto, dispensando a operação quando exames posteriores não detectam mais a lesão. Em 2024, o protocolo foi incorporado às diretrizes americanas da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, sendo a primeira contribuição de médicos latino-americanos incluída nessas diretrizes.

Citações da imprensa (1)
Jornal GGN

"Em 2024, o protocolo foi incorporado às diretrizes americanas da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) para tratamento de câncer de reto avançado, a primeira vez que as diretrizes incluíram contribuições de médicos latino-americanos."

1. O que se sabe (2)

Angelita desenvolveu o protocolo 'Watch and Wait' na década de 1990 para tratamento de câncer de reto

2 fontes Jornal GGN NSC Total

Foi a primeira mulher professora titular de especialidade cirúrgica na FMUSP

2 fontes Jornal GGN NSC Total
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

Angelita integrou a equipe médica que cuidou de Tancredo Neves

Reportado por: Jornal GGN
Não cobriram: NSC Total

Foi reconhecida pela Universidade de Stanford entre os 2% de cientistas mais influentes do mundo

Reportado por: Jornal GGN NSC Total
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Qual foi a causa específica da morte?

    Por que ainda não se sabe: O Hospital Alemão Oswaldo Cruz não divulgou a causa do óbito, informando apenas que ela estava internada desde 6 de maio

    Não cobriram: Jornal GGN NSC Total
  • Quem assumirá a continuidade de suas linhas de pesquisa e programas institucionais?

    Por que ainda não se sabe: Nenhuma fonte informou sobre planos de sucessão nos programas que ela coordenava ou continuidade de suas pesquisas

    Não cobriram: Jornal GGN NSC Total
  • Qual o impacto específico de suas publicações na literatura médica internacional?

    Por que ainda não se sabe: Embora fontes mencionem 'centenas de trabalhos' publicados, não há detalhamento sobre publicações específicas ou seu índice de citações na literatura científica

    Não cobriram: Jornal GGN NSC Total

Todas as fontes

3