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STF retoma julgamento sobre distribuição de royalties do petróleo após 13 anos

3 fontes · 07 May 2026 · Compartilhar cobertura ·

Documentos públicos que os veículos não citaram:

A Lei 12.734/2012, que redistribui recursos do petróleo para estados não produtores, é questionada por RJ, ES e SP sob o argumento de que desconsidera a compensação por impactos da exploração — a AGU também vê risco ao federalismo [2].

O Supremo Tribunal Federal iniciou em 6 de maio de 2026 o julgamento de cinco Ações Diretas de Inconstitucionalidade contra a Lei 12.734/2012 [2]. A lei, sancionada em 2012, altera a distribuição dos royalties e da participação especial devidos pela exploração de petróleo e gás natural, ampliando o repasse a estados e municípios não produtores [1].

Os estados produtores — Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo — sustentam que a lei viola a Constituição ao ignorar a necessidade de compensação pelos impactos ambientais, sociais e econômicos da atividade petrolífera [2]. A Advocacia-Geral da União concordou com os autores, afirmando que "as mudanças introduzidas pela lei comprometem o equilíbrio do federalismo brasileiro" . Já os amici curiae, em sua maioria, defenderam a constitucionalidade, argumentando que os recursos naturais são bem nacional e a lei promove um federalismo cooperativo .

O julgamento ainda não foi concluído: na primeira sessão, ocorreram as sustentações orais das partes; o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, está previsto para a sessão de 7 de maio [2]. A demora de 13 anos para o julgamento de mérito reflete a complexidade e a sensibilidade política do tema, que envolve receitas bilionárias. Em 2013, a própria ministra Cármen Lúcia já havia concedido liminar suspendendo os dispositivos questionados .

Fontes

1. O que se sabe (2)

O STF iniciou o julgamento sobre a Lei 12.734/2012 que modifica a distribuição dos royalties do petróleo

3 fontes Carta Capital Revista Fórum Revista Oeste

Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo contestam a lei alegando que ela fere direitos constitucionais dos estados produtores

3 fontes Carta Capital Revista Fórum Revista Oeste
2. Onde a cobertura é mais esparsa (4)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (4)

O Rio de Janeiro estima prejuízo de R$ 26 bilhões em 2026 se a lei entrar em vigor

Reportado por: Revista Fórum
Não cobriram: Carta Capital Revista Oeste

Estados e municípios do Rio poderiam perder mais de R$ 20 bilhões por ano segundo estudo da Firjan

Reportado por: Revista Oeste
Não cobriram: Carta Capital Revista Fórum

Dilma Rousseff chegou a vetar dispositivos da lei mas os vetos foram derrubados pelo Congresso

Reportado por: Revista Fórum
Não cobriram: Carta Capital Revista Oeste

A União recebe cerca de 30% do total de royalties atualmente

Reportado por: Revista Oeste
Não cobriram: Carta Capital Revista Fórum
3. O que ainda não se sabe (6)
  • Qual é o valor total estimado da redistribuição sob a Lei 12.734/2012?

  • Quais foram os motivos dos vetos presidenciais à lei e sua derrubada pelo Congresso?

  • A lei impacta contratos já firmados (direito adquirido)?

  • Qual é a posição do governo do Espírito Santo, além da afirmação sobre a origem da controvérsia?

  • Há estimativas de impacto financeiro para cada um dos estados envolvidos?

  • Quantos votos cada ministro proferirá no julgamento? (ainda não ocorreu a votação)

Todas as fontes

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