✓ verbatim da imprensa
Mais da metade das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos pode enfrentar tarifas adicionais caso sejam implementadas as medidas propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Segundo estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 15 de junho de 2026, 54,1% dos produtos brasileiros enviados ao mercado norte-americano ficariam sujeitos a algum tipo de sobretaxa — combinando as novas propostas com medidas setoriais já em vigor sob a Seção 232. ✓
Citações da imprensa (2)
"54,1%"
"Quando somadas às medidas setoriais já aplicadas com base na Seção 232, a parcela de produtos brasileiros atingidos por alguma tributação adicional poderá alcançar 54,1%."
O USTR anunciou em 2 de junho de 2026 os resultados de investigações conduzidas sob a Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Segundo comunicado oficial do órgão, 60 economias — incluindo o Brasil — foram determinadas como tendo "atos, políticas e práticas relacionados à falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado" considerados não razoáveis. O prazo para manifestações por escrito foi estabelecido em 6 de julho de 2026, com audiências públicas previstas para 6 e 7 de julho. ✓
Citações da imprensa (1)
"Today, the United States Trade Representative determined under Section 301 of the Trade Act of 1974 that the acts, policies, and practices of 60 economies related to the failure to impose and effectively enforce a prohibition on the importation of goods produced with forced labor is unreasonable... Written comments are due by July 6, 2026."
A CNI calcula que 31,6% das exportações brasileiras para os EUA passariam a enfrentar tarifa de 37,5%, ante os atuais 10% — um aumento de 27,5 pontos percentuais. Outros 3,6% dos embarques teriam a alíquota elevada de 10% para 12,5%. Entre os produtos que poderiam ser submetidos à tarifa de 37,5% estão ferro-gusa não ligado (US$ 1,5 bilhão exportados em 2024), açúcar de cana em forma sólida, sebo não comestível, álcool etílico não desnaturado e molduras de madeira de pinho. A lista de itens com possível tarifa de 12,5% inclui minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas, lajes de quartzito, óleos essenciais de laranja e silício. ✓
Citações da imprensa (3)
"31,6% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos poderão ser submetidas a uma tarifa de 37,5%"
"outros 3,6% dos embarques brasileiros para o mercado norte-americano passariam de uma tarifa de 10% para 12,5%"
"Entre os produtos mais afetados está o ferro gusa não ligado, que passaria a recolher uma tarifa adicional de 37,5%, ante os 10% atualmente aplicados com base na Seção 122. Em 2024, as exportações brasileiras desse item para os Estados Unidos somaram US$ 1,5 bilhão."
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a eventual imposição de novas tarifas não beneficiaria nenhum dos lados. "Elas aumentariam custos para empresas, reduziriam a competitividade e criariam incertezas para investimentos. O caminho mais eficiente é o diálogo, baseado em critérios técnicos e na busca de soluções que preservem uma parceria econômica estratégica para ambos os países", declarou Alban à imprensa. ✓
Citações da imprensa (1)
"A eventual imposição de novas tarifas não beneficia nenhum dos lados. Elas aumentariam custos para empresas, reduziriam a competitividade e criariam incertezas para investimentos. O caminho mais eficiente é o diálogo, baseado em critérios técnicos e na busca de soluções que preservem uma parceria econômica estratégica para ambos os países"
A investigação direcionada ao Brasil, iniciada em julho de 2025, concluiu que práticas relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento seriam consideradas restritivas ou onerosas ao comércio norte-americano, segundo o USTR. Quando as duas medidas — trabalho forçado e práticas comerciais — recaem sobre um mesmo produto, a sobretaxa total pode atingir 37,5%. ✓
Citações da imprensa (2)
"No caso da investigação direcionada ao Brasil, iniciada em julho de 2025, o órgão concluiu que práticas relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento seriam consideradas restritivas ou onerosas ao comércio norte-americano."
"Quando as duas medidas recaem sobre um mesmo produto, a sobretaxa total pode atingir 37,5%."
O USTR propôs tarifas que afetariam 54,1% das exportações brasileiras para os EUA quando combinadas com medidas setoriais já em vigor (Seção 232), segundo cálculo da CNI.
31,6% das exportações brasileiras para os EUA estariam sujeitas a tarifa de 37,5%, ante os atuais 10%, segundo a CNI.
As tarifas propostas ainda não entraram em vigor e dependem de consultas públicas e audiências nos EUA, previstas para 6 e 7 de julho.
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Cobertos por apenas algumas fontes (3)
Ferro-gusa não ligado representou US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras para os EUA em 2024.
A investigação do USTR sobre o Brasil, iniciada em julho de 2025, cobriu práticas em comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento.
O estudo da CNI utilizou como base as listas de exceções divulgadas pelo USTR, considerando isentas as exportações já abrangidas pelas medidas da Seção 232.
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Qual a distribuição setorial detalhada dos US$ 1,5 bilhão de ferro-gusa e quais outros produtos compõem os 31,6% vulneráveis à tarifa de 37,5%?
Por que ainda não se sabe: A CNI quantificou apenas o ferro-gusa (US$ 1,5 bilhão em 2024) mas não divulgou valores em dólares ou participação relativa dos demais produtos listados (açúcar, sebo, etanol, molduras de madeira) dentro do agregado de 31,6%. A Exame e a Revista Oeste reproduziram a lista de produtos mas sem quebra de valores por item.
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Quais setores brasileiros têm maior exposição relativa ao mercado norte-americano versus alternativas de destino, e qual o impacto estimado em empregos?
Por que ainda não se sabe: O estudo da CNI focou em percentuais de exportação e valores monetários (US$ 1,5 bilhão de ferro-gusa), mas não quantificou empregos em risco nem analisou a dependência setorial do mercado dos EUA em comparação com destinos alternativos. Nenhuma das fontes consultadas trouxe essa dimensão.
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O Brasil apresentará manifestação formal por escrito dentro do prazo de 6 de julho de 2026, e quais argumentos técnicos serão mobilizados?
Por que ainda não se sabe: O USTR estabeleceu 6 de julho como prazo para manifestações, e a CNI afirmou que "essa etapa oferece ao Brasil a oportunidade de apresentar dados e argumentos técnicos", mas até a publicação em 15 de junho nenhuma fonte reportou se o governo brasileiro confirmou que participará da consulta pública ou quais linhas argumentativas serão adotadas.
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Qual a fundamentação técnica do USTR para incluir o Brasil entre os países que "não aplicam efetivamente" proibições a importações produzidas com trabalho forçado?
Por que ainda não se sabe: O comunicado do USTR afirmou a determinação mas as fontes consultadas não detalharam os critérios técnicos, evidências ou casos específicos que levaram à inclusão do Brasil no grupo de 60 economias investigadas sob a Seção 301 de trabalho forçado.