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Zema propõe exigir estudo de homens no Bolsa Família; mulheres teriam 'outras atribuições em casa'

5 fontes · 23 Jun 2026 · Compartilhar cobertura ·

verbatim da imprensa composto de múltiplas fontes

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (22) que pretende exigir de homens beneficiários do Bolsa Família a conclusão dos estudos e a realização de curso técnico, mas não faria a mesma exigência às mulheres porque elas "têm outras atribuições em casa". Segundo Zema, o país estaria "criando uma geração de imprestáveis" — expressão que arrancou aplausos da plateia de empresários presentes ao evento em Brasília.

Citações da imprensa (2)
Exama

"O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira que sua proposta de exigir estudos até o Ensino Médio para beneficiários de programas sociais não valeria para mulheres, que, segundo ele, "têm outras atribuições em casa"."

Estado de Minas

"o país está "criando uma geração de imprestáveis"

"Viso muito os homens. As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens", disse Zema, conforme relatado por múltiplos veículos. O pré-candidato afirmou que homens beneficiários "são convidados a trabalhar, e as pessoas não vão por um motivo muito simples: elas têm a segurança de receber um benefício". Ele defendeu exigir que beneficiários homens que não concluíram o Ensino Médio ou não tenham curso técnico profissionalizante completem sua formação.

Citações da imprensa (1)
Exama

"As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens. Mas os homens hoje são convidados a trabalhar, e estou falando de pessoas de 25 anos, 30, e as pessoas não vão por um motivo muito simples: elas têm a segurança de receber um benefício"

Zema também propôs criar um prêmio de R$ 5 mil para pessoas que deixarem o Bolsa Família após conseguir emprego com carteira assinada. "Na hora em que ele está registrado com um salário mínimo, passa a recolher R$ 300 por mês para o governo. Ou seja, é uma diferença de R$ 900. Eu vou dar um prêmio de R$ 5.000, que em cinco ou seis meses está quitado", afirmou o ex-governador. Atualmente, as regras do Bolsa Família não impedem que beneficiários estejam empregados — o programa considera a renda familiar para definir permanência ou saída.

Citações da imprensa (2)
Exama

"Na hora em que ele está registrado com um salário mínimo, passa a recolher R$ 300 por mês para o governo. Ou seja, é uma diferença de R$ 900. Eu vou dar um prêmio de R$ 5.000, que em cinco ou seis meses está quitado."

Revista Oeste

"Atualmente, porém, as regras do Bolsa Família não impedem que beneficiários estejam empregados. O programa considera a renda familiar para definir a permanência ou saída das famílias atendidas."

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em 2025 aponta que o valor mínimo do Bolsa Família de R$ 600 por domicílio não representa um desincentivo generalizado ao trabalho com carteira assinada. "O aumento do benefício não gerou um incentivo para que os trabalhadores migrassem de empregos formais para informais", diz trecho do levantamento citado pela Exame. Segundo a pesquisa, a evasão de postos de trabalho só ocorre em ocupações informais consideradas precárias, a exemplo das trabalhadoras domésticas sem registro.

Citações da imprensa (2)
Exama

"O aumento do benefício não gerou um incentivo para que os trabalhadores migrassem de empregos formais para informais"

Exama

"A evasão de postos de trabalho só ocorre, segundo a pesquisa, em ocupações informais consideradas precárias, a exemplo das trabalhadoras domésticas sem registro."

O Bolsa Família é um programa federal regulamentado pela Lei 14.601/2023 e por decretos federais subsequentes. Zema, como governador estadual, não teria competência direta para alterar condicionalidades do programa sem articulação com o governo federal — a viabilidade jurídica da proposta não foi detalhada pelo pré-candidato durante o evento. Ele também defendeu privatizações amplas, reforma da Previdência, reforma administrativa e trabalho pago por hora como alternativa à CLT.

Citações da imprensa (1)
Estado de Minas

"Zema também defendeu o regime de trabalho pago por hora trabalhada, uma alternativa à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)."

1. O que se sabe (3)

Zema afirmou que exigiria estudo e curso técnico de homens beneficiários do Bolsa Família, mas não de mulheres, justificando que mulheres 'têm outras atribuições em casa'

5 fontes Exama Revista Fórum Revista Oeste Congressoemfoco Estado de Minas

Zema usou a expressão 'geração de imprestáveis' para se referir a beneficiários de programas sociais, recebendo aplausos da plateia de empresários

5 fontes Exama Revista Fórum Revista Oeste Congressoemfoco Estado de Minas

Zema propôs criar um prêmio de R$ 5 mil para quem deixar o Bolsa Família após conseguir emprego formal

3 fontes Exama Revista Oeste Congressoemfoco
2. Onde a cobertura é mais esparsa (4)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (4)

Estudo do Ipea de 2025 mostra que o Bolsa Família de R$ 600 não representa desincentivo generalizado ao trabalho formal

Reportado por: Exama
Não cobriram: Revista Fórum Revista Oeste Congressoemfoco Estado de Minas

Pesquisa da FGV mostra que mais de 68% dos beneficiários jovens do Bolsa Família deixaram o programa até 2025

Reportado por: Estado de Minas
Não cobriram: Exama Revista Fórum Revista Oeste Congressoemfoco

Zema fez referência ao caso do Banco Master durante o evento, afirmando que 'assombração sabe para quem aparecer'

Não cobriram: Exama Revista Oeste Congressoemfoco

Zema defendeu trabalho pago por hora como alternativa à CLT e criticou proposta de fim da escala 6x1

Reportado por: Congressoemfoco Estado de Minas
Não cobriram: Exama Revista Fórum Revista Oeste
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Zema apresentou instrumento jurídico específico (projeto de lei, convênio federativo) para viabilizar a alteração de condicionalidades do Bolsa Família por um governador estadual?

    Por que ainda não se sabe: Nenhum dos veículos consultados reportou detalhes sobre a viabilidade jurídica da proposta. O Bolsa Família é programa federal (Lei 14.601/2023) e condicionalidades são definidas por decreto federal — não está claro se a proposta pressupõe articulação com o governo federal, projeto de lei no Congresso, ou se é declaração programática sem instrumento legal definido.

    Não cobriram: Exama Revista Fórum Revista Oeste Congressoemfoco Estado de Minas
  • Qual a fundamentação constitucional para exigir contrapartida educacional exclusivamente de homens, excluindo mulheres beneficiárias?

    Por que ainda não se sabe: A proposta diferencia condicionalidades por gênero sem que os veículos tenham reportado análise jurídica sobre compatibilidade com o art. 5º, I da Constituição Federal (igualdade entre homens e mulheres) ou com tratados internacionais de direitos humanos. Não há menção a pareceres técnicos, consultorias legislativas ou posicionamento de especialistas em direito constitucional sobre a viabilidade da distinção proposta.

    Não cobriram: Exama Revista Fórum Revista Oeste Congressoemfoco Estado de Minas
  • Qual a base empírica da afirmação de Zema de que homens beneficiários estão recusando sistematicamente ofertas de emprego formal?

    Por que ainda não se sabe: Zema afirmou, sem apresentar a fonte dos dados segundo a Exame, que homens preferem 'fazer bicos' e manter benefícios em vez de aceitar empregos com carteira assinada. Não foram reportados dados do Cadastro Único, do Ministério do Trabalho ou de estudos acadêmicos que quantifiquem recusa de ofertas formais por beneficiários do Bolsa Família desagregados por gênero.

    Não cobriram: Exama Revista Fórum Revista Oeste Congressoemfoco Estado de Minas

Todas as fontes

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