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Disputa territorial Venezuela-Guiana por Essequibo na CIJ

2 reportagens · 11 de mai – 19 de jun · atualizado há 2 semanas

Processo na Corte Internacional de Justiça sobre reivindicações venezuelanas do território do Essequibo controlado pela Guiana

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A história até agora

Em 11 de maio de 2026, a Venezuela e a Guiana realizaram alegações finais perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia sobre a disputa territorial do Essequibo — uma área de 160 mil quilômetros quadrados que representa mais de 70% do território atual da Guiana. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, compareceu pessoalmente acompanhada de uma equipe de juristas internacionais para defender as reivindicações venezuelanas, argumentando que o Acordo de Genebra de 1966 é o único marco legal válido para resolver a disputa e que a Decisão Arbitral de 1899 é 'nula e sem efeito'. A Guiana, representada pelo Ministro da Justiça Anil Nandlall, solicitou à CIJ que afirme a validade da Decisão Arbitral de 1899, argumentando que esta constitui uma solução completa e final da questão e que a fronteira determinada foi reconhecida pela Venezuela por mais de 60 anos antes de sua contestação tardia.

Em 6 de abril de 2023, a CIJ já havia rejeitado a objeção preliminar da Venezuela sobre a jurisdição da Corte e determinado que poderia adjudicar sobre o mérito das reivindicações da Guiana. As alegações finais de maio de 2026 marcaram a fase conclusiva do processo que a Guiana iniciou unilateralmente em 2018. A decisão final da corte, que terá caráter definitivo no direito internacional, poderia levar meses para ser anunciada, segundo indicaram as fontes da época.

Em 19 de junho de 2026, mais de um mês após as alegações finais na CIJ, o cenário político interno da Venezuela continuava em transição após a captura de Nicolás Maduro em intervenção militar americana quase seis meses antes, em janeiro de 2026, que levou Delcy Rodríguez a assumir a presidência interina. Neste contexto, o governo interino iniciou diálogo com a ex-parlamentar opositora Dinorah Figuera sobre transição democrática, com respaldo explícito dos Estados Unidos. O encontro entre Figuera — que retornou de oito anos de exílio a convite norte-americano — e Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, foi descrito pelo Departamento de Estado como 'um primeiro passo no que será um processo cuidadoso para garantir uma sociedade venezuelana livre e aberta'.

A negociação com Figuera representou uma estratégia distinta da liderada por María Corina Machado, prêmio Nobel da Paz, que lançou em maio de 2026 o 'Manifesto do Panamá' junto com Edmundo González Urrutia e a Plataforma de Unidade Democrática. Machado e González Urrutia reivindicam a vitória nas eleições presidenciais de 2024, nas quais Maduro se proclamou reeleito em meio a denúncias de fraude. Figuera, que em 2023 assumiu do exterior a presidência de uma comissão parlamentar simbólica composta por deputados eleitos para o período 2016-2020, se desvinculou publicamente da coalizão de Machado ao retornar ao país.

Linha do tempo

  1. 11 mai 2026

    Venezuela e Guiana realizaram alegações finais na CIJ em Haia sobre a disputa territorial do Essequibo, com presença pessoal da presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez, marcando a fase conclusiva do processo iniciado pela Guiana em 2018.

    Venezuela e Guiana fazem alegações finais na CIJ sobre disputa do Essequibo
  2. 19 jun 2026

    O governo interino da Venezuela iniciou diálogo com a opositora Dinorah Figuera sobre transição democrática, com respaldo dos EUA, em processo paralelo à estratégia de María Corina Machado.

    Governo interino da Venezuela e oposição iniciam diálogo sobre transição democrática com respaldo dos EUA

O que ainda não se sabe

Contradições

  • Caracterização da Decisão Arbitral de 1899

    persistente

    A Venezuela argumenta que a Decisão Arbitral de 1899 é fraudulenta e 'nula e sem efeito', enquanto a Guiana sustenta que foi válida, que a Venezuela não foi coagida a participar do processo e que reconheceu a fronteira determinada por mais de 60 anos.

Fontes primárias